Gastronomioga? A nova união de yoga com gastronomia
fevereiro 25th, 2010 | Posted by in Sem categoriaFonte: The New York Times
Uma nova modalidade híbrida de yoga vem causando polêmica no mundo iogue ocidental: gastronomia e yoga (Gastronomioga!?).
Um professor em Nova York está proporcionando, ao final de suas aulas, degustações de vinhos, chocolates e pratos variados. Após praticar por uma hora, o participante aprecia no seu próprio tapete uma refeição elaborada por um chef convidado.
Como já era de se esperar, tal fato tem causado um debate acalorado na comunidade iogue americana.
Gastronomia e música pop como iscas
O professor nova-iorquino argumenta que a tática visa aproximar o cidadão comum da prática do yoga. Segundo ele, seu objetivo é aumentar o número de praticantes de yoga no mundo e chocolate e vinho são suas iscas.
Do outro lado da polêmica, muitos alegam que não se pode misturar o movimento ocidental “foodie” (interesse refinado por comida ou a valorização da alta gastronomia) ao yoga. A supervalorização dos prazeres da mesa estaria em desacordo com a moderação inerente à filosofia iogue.
O caso é, de fato, relevante quando assistimos a outros desdobramentos da integração do Yoga com a tendência “foodie” como, por exemplo, o site Chakrachefs onde há várias receitas – não necessariamente vegetarianas – de pratos relacionados a cada um dos 7 chakras.
Conhecimento e informação para todos
A maior parte das pessoas procura o yoga como uma atividade física diferenciada. E é para elas que alguns professores utilizam essas e outras iscas; uma comidinha sofisticada no fim da aula ou uma prática acompanhada de muita música pop. Interessante é que, via de regra, essas “concessões” são justificadas por eles pelo desejo de tornarem o nosso mundo menos material, menos autofágico…mais iogue.
Para que o argumento seja coerente, as iscas devem mesmo ser tratadas como tal, isto é, somente como uma atração visando o objetivo principal, neste caso, a apreciação da filosofia do yoga. Ao incentivar no aluno o desejo por conhecimento e guiá-lo, dentro das possibilidades de ambos, neste caminho, o professor exerce seu precioso papel.
O professor de yoga ocidental também pode desempenhar o papel de ligação entre as culturas ocidental e oriental, mostrando a seus alunos um outro olhar para que alguns deles possam começar a despertar dentro de si uma visão mais crítica da sua realidade pessoal, social e cultural, criando um ambiente fecundo para que transformações graduais na essência desses indivíduos possam acontecer. Afinal,
Yoga sem transformação não é Yoga!
Quem sabe através do compartilhamento maior de conhecimento e informação sobre a essência do Yoga, com divulgação equivalente às degustações de chocolate, o professor de Nova York encontre uma simpatia maior dentro da comunidade iogue?
Artigos relacionados:
You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 Both comments and pings are currently closed.


