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A celebração da devoção durante a Páscoa

abril 6th, 2010 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria

Aproveitando o período pascoal e a abertura supostamente maior para as questões do espírito a ele agregada, nada melhor do que falarmos de um belo ponto de comunhão que permeia todas as religiões e que é bem representado pela comemoração da Páscoa: a celebração da devoção.

hanumanA festa da Páscoa judaico-cristã possui vários significados e dentre todos eles o que pretendo destacar neste momento é a celebração da fé ou da alegria da devoção em si que acaba ficando meio camuflada por camadas e camadas de chocolate…

Em todas as religiões, as demonstrações de devoção são primordiais e mostram a incrível e comovente confiança do ser humano em algo maior do que ele. A sutil e desafiadora delicadeza da devoção é justamente, através do reconhecimento de nossas limitações e qualidades, construirmos esta confiança corajosa que nos permite uma entrega verdadeira ao ritmo do Universo.

Hanuman, o devoto supremo

Para celebrar o aspecto devocional do ser humano, gostaria de trazer a figura de Hanuman, o deus em forma de macaco da religião hindu. Exemplo maior de devoção e humildade, Hanuman é o devoto (Bhakta) ideal. A história a seguir ilustra bem a devoção genuína de Hanuman:

Hanuman assistia todas as manhãs Sita, esposa de Senhor Rama, marcar sua testa e seu cabelo com um pó vermelho. Curioso, Hanuman a indagou sobre o sentido de tal ritual. Sita, então, disse que fazia isso, como todas as esposas indianas o fazem, para o bem e longevidade de seu adorado marido. Hanuman, dentro de sua imensa humildade, pensou que se uma mulher tão virtuosa como Sita marcava sua fronte com o pó vermelho para o bem do Senhor Rama, ele, um mero macaco, deveria fazer muito mais. Assim, Hanuman pegou do pó vermelho e passou por todo o seu corpo, comovendo profundamente o Senhor Rama e Sita. Esta é uma versão do porquê as representações de Hanuman são sempre avermelhadas.

A devoção, como verdadeira fé  direcionada e posta em prática, é o que fundamenta e sustenta as religiões, aquilo que traz consolo e força para quem a tem. Rezar um terço, recitar mantras, acender uma vela, fazer trabalho voluntário como prática espiritual, ir à missa são demonstrações de confiança, entrega e, sobretudo, de afirmação da vida .

Dedico especialmente este post a minha amiga Marcia que celebrou sua devoção praticando 1 hora de yoga nesta Páscoa, retornando para o lugar de onde nunca deveria ter se afastado: o mat! Beijos de luz, Marcinha!

Foto: upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0f/Hanuman_in_Terra_Cotta.jpg

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