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Hora grave – poema de Rainer Maria Rilke

junho 3rd, 2010 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria

Aproveitando o feriado, pausa para um poema traduzido por José Paulo Paes e garimpado no blog de Antonio Cícero que recomendo fortemente aos que apreciam bons textos e bela poesia.

Podem reclamar que este post não tem a ver com Iyengar Yoga.

Com razão.

Mas é tão lindo que não resisti…

Entretanto, para vcs não dizerem que eu fugi do tema completamente neste artigo, recomendo que experimentem o poema como nos aproximamos de um asana nunca executado…a primeira vez é meio esquisito e desconfortável, mas a repetição vai clareando nossa percepção, embora nunca se consiga esgotar e apreender toda sua sutilidade…leia e releia e releia…

Hora grave

Quem chora agora em algum lugar do mundo,
sem razão chora no mundo,
chora por mim.

Quem ri agora em algum lugar da noite,
sem razão se ri na noite,
ri-se de mim.

Quem anda agora em algum lugar do mundo,
sem razão anda no mundo,
vem para mim.

Quem morre agora em algum lugar do mundo,
sem razão morre no mundo,
olha para mim.

Ernste Stunde

Wer jetzt weint irgendwo in der Welt,
ohne Grund weint in der Welt,
weint über mich.

Wer jetzt lacht irgendwo in der Nacht,
ohne Grund lacht in der Nacht,
lacht mich aus.

Wer jetzt geht irgendwo in der Welt,
ohne Grund geht in der Welt,
geht zu mir.

Wer jetzt stirbt irgendwo in der Welt,
ohne Grund stirbt in der Welt:
sieht mich an.

De: RILKE, Rainer Maria. Poemas. Tradução e introdução de José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

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