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Como relaxar nas posturas de yoga?

agosto 17th, 2010 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria

The radiance of yoga

O conhecido sutra de Patanjali “sthira sukham asanam” (uma das traduções pode ser “a postura de yoga é firme e feliz”) parece muitas vezes uma referência direcionada somente aos grandes gurus e mestres. As duas sensações são, a princípio, excludentes para a maioria de nós. Aparentemente, não há como perseguir a felicidade ou conforto quando se deseja estabilidade e firmeza, parecem buscas incompatíveis e antagônicas.

Sob esse ponto de vista, a questão que se apresenta na prática é simples, e acredito que seja uma dúvida muito comum entre os praticantes: na execução dos asanas, permanecemos um pouco aquém de nossa capacidade máxima para tentarmos sentir algum conforto ou vamos até o máximo e esquecemos o conforto e a prometida felicidade?

Fluidez e estabilidade em um instante de tempo

Antes de prosseguir, é importante entender que essa questão se apresenta para todos os níveis de praticantes, iniciantes ou não. Para cada um, há aquela postura que colocará esse desafio com maior intensidade.

A ideia de Patanjali nesse sutra, de acordo com a grande professora de Iyengar Yoga Mary Dunn, é de que a postura deve ser feita “em sua potência máxima e com total liberdade”.

Traduzindo para a nossa prática diária, deve-se executar o asana, ativando todas as cadeias musculares solicitadas, contudo sem permitir que seja criada tensão ou rigidez no corpo e na mente, observando sempre a qualidade da respiração, sendo também fundamental manter o relaxamento do diafragma, da pele das têmporas e também do centro interno do corpo.

Conseguir essa preciosa comunhão entre fluidez e estabilidade em um instante de tempo não é tarefa fácil no Yoga…e nem na vida. Ser firme e verdadeiro, sem perder a leveza, a mente aberta, a calma diante de situações desfavoráveis….tarefa difícil…aprendizado de uma vida inteira!

Encarar os asanas como oportunidades valiosas para mantermos corpo e mente focados e totalmente envolvidos, buscando, dentro de todo o esforço exigido, calma e equanimidade é um exercício que altera inevitavelmente nossa postura diante da vida e de seus desafios.

E, para mim, esse é um dos laços que atam tantos à prática do Yoga…afinal, quem já conseguiu sentir por um ínfimo momento a plenitude que o equilíbrio entre força e flexibilidade proporciona ou provou de relance a magnífica paz de estar em determinado instante no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa de coração aberto, dificilmente abandona o tapetinho.

Foto: www.flickr.com/photos/venkateshk/99507598/

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