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Promessas de Ano Novo

fevereiro 1st, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria

calendarioTodo início de ano, invariavelmente, tão certo quanto reclamamos desta imensa sauna comunitária que se torna nossa cidade no verão, estabelecemos objetivos a serem cumpridos nos 365 dias que se seguem.

Alimentação saudável, menos Sol e mais filtro solar, mais atividade física, menos TV e mais livros, menos compras supérfluas, um trabalho voluntário…a lista de novos compromissos é extensa.

O tempo dividido em anos talvez tenha sido realmente uma invenção salvadora para a humanidade. A esperança que se renova no começo de cada um deles traz uma importante força restauradora extra que nos impulsiona adiante para continuarmos a desempenhar nossas necessárias funções, e nos dá ânimo para nos lançarmos em inéditas explorações.

Embora pulverizada entre tantos quantos forem os tópicos da nossa lista de boas intenções para os 12 meses seguinte, a direção desta força sempre é a mesma: tornar nossas vidas mais plenas, prazerosas e pacíficas através da mudança da nossa relação com o mundo externo, com seus estímulos, vícios, dores, prazeres…

Sutra I.33 de Patanjali

Por isso, incio o ano citando o sutra I.33 de Patanjali que trata exatamente da forma como devemos nos relacionar com o mundo. Ele apresenta o caminho através do qual podemos alcançar a autorrealização, a felicidade plena, o êxtase, a paz infinita…

maitri karuna mudita upeksanam sukha

duhkha punya apunya visayanam

bhavanatah cittaprasadanam


Através do cultivo da amizade, compaixão, alegria e indiferença

ao prazer e dor, virtude e vício, respectivamente,

a consciência se torna favoravelmente disposta, serena e benevolente.

Patanjali propõe a relação ideal que devemos ter com cada um dos aspectos humanos: júbilo ao lado dos felizes, afetuosidade com os virtuosos, compaixão pelos desafortunados e indiferença aos que insistem em viver no vício. Dito de outra forma: alegria genuína pela felicidade alheia, busca da companhia dos virtuosos, compaixão pelos sofredores, e indiferença ou equanimidade em relação aos vícios. Conduzindo nossas relações sobre os trilhos deste aforismo, evitamos naturalmente a inveja, a avareza, a intolerância e a violência.

Como diz Iyengar, “este ajuste mental constrói a saúde social bem como a saúde individual”.

As promessas de Ano Novo, na maior parte das vezes, vão perdendo fôlego gradativamente…talvez e sobretudo porque o que deveria, de fato, ser trabalhado são questões mais fundamentais, que conduzam a uma clareza e paz mentais verdadeiras, as quais se refletem em relações moderadas, produtivas e equilibradas com a alimentação, com o bem-estar, com o próximo, com a natureza…

Que venham os próximos 334 dias para colocarmos os ensinamentos em prática…JUNTOS!

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