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Como ajudar o Japão?

março 15th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria
Sakura_of_Fukushima

Sakura, florescer das cerejeiras, em Fukushima

Compaixão e medo.

Assistindo aos noticiários que nos bombardeiam são esses dois sentimentos que me assolam imediatamente.

Compaixão pelas vítimas no Japão

Assistir às imagens de um Japão assolado por um terremoto tão intenso e, em seguida, por um tsunami igualmente poderoso e implacável não deixa coração algum incólume. A compaixão pelos que estão lá, agora, é natural. Do outro lado do mundo, os cidadãos japoneses demonstram imenso poder de organização, suplantado em magnitude somente pelo sofrimento que se percebe.

Não, não consigo imaginar, por mais que me esforce, o que é ser atingido por catástrofe semelhante. Se o chão que pisamos e que nos sustenta, não é confiável, em que confiar?

Medo de ser a próxima vítima

A impressão de que o mundo está mudando aceleradamente é comum a todos nós. De catástrofes naturais cada vez mais impactantes a violentas revoltas políticas e desconcertantes, profundas crises econômicas, de tudo se vê atualmente. A sensação que fica é a de que, se não fomos ainda atingidos na pele por uma delas, é apenas uma questão de tempo.

Questiono, no entanto, a origem de parte dessa impressão de instabilidade e consequente estresse generalizado.

Entendemos que o mundo sempre foi transitório e mutável, porém acreditamos que agora é diferente…como se estivéssemos vivendo com a tecla FF (fast forward) apertada.

Contudo, também sei que os gregos na Idade Antiga e os franceses na Revolução de 1789 não assistiam o mundo mudar ao vivo e a cores em tempo real como eu. A Batalha da Normandia não passou ao vivo na CNN e nem gerou torpedos (me refiro aos virtuais, pois os reais foram disparados aos montes!) aos assinantes de canais de notícias em seus aparelhos móveis.

Assim, penso se estamos preparados, de verdade, para assistir a tudo ao vivo, sem que o tempo rumine, ao menos de leve, as notícias previamente.

O mundo mudou mesmo ou o nosso olhar mudou? Não sei…

O que sei bem e o que fica mesmo é um baita sentimento incômodo, dentro de mim, tal qual a Faca só lâmina de João Cabral de Mello Neto: Medo. O simples e instintivo medo de ser o próximo.

Como ajudar o Japão?

Credito, como já mencionei, grande parte deste medo, agudamente desconfortável, à nossa atual incapacidade de digerir saudavelmente a avalanche de informações que nos impinge o mundo globalizado. O estresse causado pelas notícias de que a Usina Nuclear pode explodir a qualquer momento e de que, na Líbia, a realidade de violência e brutalidade domina o cenário vai nos envolvendo em um redemoinho de sensações desestabilizadoras e inquietantes.

Que as informações compartilhadas por todos têm um lado maravilhoso, educativo, congregador, de diálogo democrático, é claro que reconheço e concordo. Afinal, sou autora deste blog. O que me preocupa é o excesso delas.

Será que desligar a TV e ler um livro, fazer uma oração ou meditar à noite não ajudaria mais a humanidade na busca por um ambiente menos áspero? Para quem já leu o jornal ou acessou um site de notícias, ainda é necessário assistir ao Jornal noturno?

Não estou pregando a alienação, mas o cultivo e a conservação de uma paz interna em contraponto ao clima de desalento mundial. Fazer da sua presença neste mundo uma fonte de calmaria e exemplo de confiança no Dharma, na retidão dos princípios que nos norteiam, não seria uma inestimável ajuda à humanidade, a todo e qualquer ser humano presente, neste momento, na face da Terra e aos que ainda virão?

A vibração do seu microcosmo interno pode e deve influenciar um macrocosmo intrinsecamente já tão volátil e cheio de surpresas.

Gandhi já dizia: “Be the change you want to see in the world” ou “Seja a mudança que você quer ver no mundo“.

Organizações humanitárias no Japão

Por fim, se quiser ajudar as vítimas da catástrofe do Japão com doações, sugiro as organizações humanitárias abaixo.

Claro que a estrutura japonesa não se mostra tão frágil como a haitiana, mas eles também precisam de nossa ajuda. Afinal, compaixão nunca é demais..

Convoy of Hope

Médicos sem fronteiras

GlobalGiving

Foto: http://ja.wikipedia.org/wiki/%E3%83%A1%E3%82%A4%E3%83%B3%E3%83%9A%E3%83%BC%E3%82%B8

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