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Armas, Germes e Aço

março 22nd, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria

A obra “Armas, Germes e Aço” do ganhador do prêmio Pulitzer, Jared Diamond, deveria ser difundida entre nossos estudantes. Ou pelo menos, suas ideias principais.

Estamos acostumados a pensar que o alto desenvolvimento de algumas sociedades em comparação com outras se deve, somente,ao mérito de seus indivíduos. Indivíduos mais inteligentes e melhor preparados impulsionariam seu grupo na direção de grandes invenções e conquistas ao contrário daqueles equipados com menores recursos intelectuais que seriam condenados a permanecerem em papel subserviente em relação ao primeiro grupo.

Nada como novas ideias para espanar e levar para longe noções consideradas quase como verdades absolutas…

E é justamente isso que o livro de Diamond faz. Ele rasga o véu do preconceito e nos mostra, através da ótica da biologia, antropologia e história, o que, de fato, fez com que algumas sociedades se expandissem velozmente enquanto outras permanecessem quase inalteradas através dos séculos. O autor aponta, com escrita simples e bom humor, aqueles fatores que influenciaram verdadeiramente a evolução das sociedades. A fartura de alimentos nutritivos e de fácil cultivo, a presença de animais domesticáveis em abundância, a resistência a germes desenvolvida pelo contato com os animais domésticos em determinada região, a baixa incidência de doenças tropicais são alguns dos itens que determinariam a velocidade de desenvolvimento de um povo.

Ao terminarmos o ensino médio, temos a nítida impressão que Europa e América do Norte foram ocupadas por indivíduos especiais e superiores. Cristaliza-se no saber o conceito prévio de que africanos, asiáticos e nativos americanos eram e são seres menos capazes. Daí, para consolidarmos e preservarmos as belicosas relações dominantes através das próximas gerações é um pequeno passo…

Não seria ótimo se nossos jovens ao menos fossem confrontados com ideias, de fato, transformadoras? Pensar, por exemplo, que os africanos são um povo inferior e, por isso, as relações históricas de escravidão e domínio se justificam ou que os nativos americanos sucumbiram frente aos espanhóis e ingleses devido exclusivamente a sua inépcia geram visões de mundo agressivas e violentas, totalmente desconectadas da união que tanto buscamos em nossa prática do Yoga.

Se você quiser conhecer um pouco deste autor, acesse o blog Diplomatizzando e leia o que ele pensa sobre o mundo, inclusive sua interessante visão sobre o Brasil.

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