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Auto-boicote

outubro 30th, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados em Auto-boicote)
Paschimottanasana-BKS Iyengar

Paschimottanasana por BKS Iyengar

Durante a última semana, de duas mulheres que admiro imensamente, escutei frases diferentes porém de sentidos similares sobre a autossabotagem.

A primeira foi quando, voltando do nosso curso de Iyengar Yoga em São Paulo, afirmei que não era boa organizadora ou líder, mas ótima cumpridora de tarefas. Ela então retrucou dizendo que concordava com o cultivo da aptidão nata que devemos desenvolver, mas que deveríamos tomar cuidado para que essa abordagem não se tornasse uma muleta onde nos apoiamos, cambaleantes de medo.  Dizia ela que, em algum momento, a vida nos proporciona oportunidades valiosas e desafiantes diante das quais devemos nos posicionar com maior destaque e responsabilidade.

A outra ocasião foi durante uma aula. Fazendo Pascimottanasana, percebi, com visão mais clara do que a habitual, como me esforçava aquém de minhas forças. Enquanto permanecia na postura, de cabeça baixa, constatei que retorno a este comportamento com frequência maior do que gostaria. A palavra “boicote”, utilizada com precisão pela professora, ficou e ainda está martelando em minha cabeça…

Esses olhares para dentro costumam ser tão transformadores quanto doloridos e fazemos de tudo para escaparmos deles. Porém, quando você ouve a mesma coisa duas vezes na semana, não há outro jeito senão parar para reflexão.

Nem sempre estamos abertos para ouvir o que nos falam. Perceba essas preciosidades que acontecem durante a sua vida cotidiana. Exercite a sua audição.

Afinal, ela é o sentido mais sutil de acordo com a tradição hindu…não é à toa, concordam?

Que a sua mente se mantenha no Yoga

outubro 18th, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados em Que a sua mente se mantenha no Yoga)

 

Muito auspiciosa esta oportuna mensagem de Guruji nas vésperas de nosso tão esperado encontro com o grande professor de Iyengar Yoga Faeq Biria.

Que todos se beneficiem dos ensinamentos recebidos durante a próxima semana e possam compartilhá-los com generosidade e sabedoria!

Navaratri 2012 começa hoje e vai até dia 25

outubro 16th, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados em Navaratri 2012 começa hoje e vai até dia 25)
Navaratri 2012

Navaratri 2011

“Nava-ratri” literalmente significa “nove noites”. Durante o Navaratri, nós invocamos o aspecto da energia de Deus sob a forma da mãe universal, comumente referido como Durga, a removedora dos mistérios da vida. Ela é também referida como Devi (deusa) ou Shakti (energia ou poder). Essa energia auxilia a Deus para que prossiga trabalhando na criação, na preservação e na destruição.

Nossa adoração a Shakti reafirma a teoria científica de que a energia é imperecível. Ela não pode ser criada nem destruída. Ela está sempre lá.

Navaratri é dividido em três conjuntos de três dias quando adoramos diferentes aspectos da deusa suprema.

Nos três primeiros dias, a Mãe Durga é invocada como a força poderosa para destruir todas as impurezas, vícios e defeitos. Nos três dias seguintes,  a Mãe Lakshmi é adorada como uma doadora de riqueza espiritual, que tem o poder de conferir aos seus devotos a riqueza inesgotável. O último conjunto de dias é utilizado para reverenciar a Mãe Saraswati como deusa da sabedoria.

Para termos uma vida plena, nós precisamos das bençãos desses três aspectos da mãe divina, por isso, a adoração durante as nove noites.

Linda foto com Iyengar em Sirsasana

outubro 11th, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados em Linda foto com Iyengar em Sirsasana)

 

 

Adorei este registro incrível de uma aula de Iyengar Yoga liderada pelo próprio BKS Iyengar.

Há infinitas pernas flutuando…linda foto!

Sustentabilidade virtual

outubro 9th, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados em Sustentabilidade virtual)

Sempre que recebo os informativos semanais do Greenpeace, sinto-me um pouco culpada. Vejo a intensidade com que eles defendem seus ideais ecológicos, tomando posições muitas vezes desafiadoras e fico me perguntando o que eu faço sobre o assunto além de divulgar seu site e compartihar seus links nas redes sociais. Constato que menos do que gostaria.

Lendo, então, um artigo sobre tecnologia sustentável, vi que uma ação pode ser implementada, sem sair de casa e sem custo. O foco do artigo dirigia-se às empresas, sobre o controle da emissão de CO2, o excesso de impressões desnecessárias e o tratamento da lixeira virtual. Este último me chamou a atenção.

Sustentabilidade virtual

Você já reparou em quanta informação inútil fica armazenada em nossas contas de e-mail? Abra a sua pasta lixeira ou aquelas que você nem se lembra que tinha e veja quantas mensagens jazem naquele latifúndio virtual.

As toneladas de mensagens que você acumula estão fisicamente alocadas em alguma máquina. O conceito de Nuvem nos ilude, parece que este ambiente é infinito e sem custo, mas não é. Quanto maior nosso lixão virtual, mais energia é necessária para manter essas máquinas 24 horas no ar.

Se você é do tipo que, como eu, não iria para o Ártico protestar contra a exploração de petróleo e nem se embrenharia na Floresta Amazônica para defender o desmatamento desenfreado, adotar o simples hábito de, uma vez por mês, fazer uma faxina em suas pastas pode ser o início de uma atitude mais sustentável e ativa.

Para ler mais artigos sobre ecologia ou dicas sustentáveis, acesse nossa página ECOYOGA.

O exercício da permanência no presente

outubro 4th, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados em O exercício da permanência no presente)
Parsvakonasana

Parsvakonasana

No último artigo, falei da abstração mental pura, de como é admirável o exercício da nossa capacidade imaginativa. Por mais que sejam criados computadores que simulem o funcionamento do cérebro humano, nossa aptidão para a abstração é qualidade intransferível para a linguagem binária das máquinas atuais.

Ao exercitar a imaginação, nossa mente se fortalece, o que é ótimo, mas nos obriga também a sermos mais tenazes ao lidar com ela.

Digo isso por conta do que tenho observado em sala de aula, quando estou no papel de aluna. Tenho feito um esforço imenso para me ater aos comandos do professor, sem me adiantar ou atrasar ou adicionar qualquer outro ruído. Confesso que tem sido duro!

A permanência no instante

Observem-se como um espectador externo.

Quando o professor diz um comando qualquer como, por exemplo, “pressione, no pé de trás, a borda externa do calcanhar no chão” em Parsvakonasana (foto), pensa-se que é conhecimento antigo, que ele está lá firme e já nos adiantamos para qualquer outra parte do corpo e seguimos. No entanto, ao sentirmos com a atenção pura, percebendo de forma honesta os estímulos que chegam das células em questão, vemos que não há contato algum…só a pretensão dessa ação. A mente não está, de fato, observando o corpo ao fazer a postura, mas idealizando uma postura que você não faz, como mais um exercício de abstração.

Como pretender equilibrar ou aquietar algo que não se consegue direcionar, que vagueia indiscriminadamente pela rede infinita de estímulos em que estamos envolvidos?

A mente situada no presente se acalma: não está sendo tragada pelo passado nem impulsionada adiante ansiosa pelo futuro incerto. A partir daí ela poderá iniciar o aprendizado da concentração.

Um recurso incrível nos foi dado quando os generosos sábios ancestrais nos ensinaram a utilizar a prática do Hatha Yoga (no nosso caso específico, do Iyengar Yoga) para observar nossa mente. Não o desperdice!

Visualizando o infinito

outubro 2nd, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados em Visualizando o infinito)

Fico sempre feliz quando alguma coisa me faz pensar de forma nunca antes experimentada.  As obras de arte geniais têm este poder. Emocionam-me.

Reproduzi acima uma obra de Michelangelo Pistoletto chamada “Metrocubo d’Infinito” (1965).

Este cubo é composto de espelhos voltados para dentro e amarrados com barbante grosso.

Não se vê o que está dentro do cubo, só podemos intuir e isto é fantástico!

A verdadeira obra é proibida ao nosso olhar, mas totalmente viva em nossa mente. Ela nos conduz à abstração pura, forçando-nos a visualizar a multidão de imagens possíveis pela reflexão nas facetas internas do cubo, levando-nos a imaginar, de certa forma, o infinito…o vazio refletido sem fim….a ausência multiplicada indefinidamente.