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O exercício da permanência no presente

outubro 4th, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria
Parsvakonasana

Parsvakonasana

No último artigo, falei da abstração mental pura, de como é admirável o exercício da nossa capacidade imaginativa. Por mais que sejam criados computadores que simulem o funcionamento do cérebro humano, nossa aptidão para a abstração é qualidade intransferível para a linguagem binária das máquinas atuais.

Ao exercitar a imaginação, nossa mente se fortalece, o que é ótimo, mas nos obriga também a sermos mais tenazes ao lidar com ela.

Digo isso por conta do que tenho observado em sala de aula, quando estou no papel de aluna. Tenho feito um esforço imenso para me ater aos comandos do professor, sem me adiantar ou atrasar ou adicionar qualquer outro ruído. Confesso que tem sido duro!

A permanência no instante

Observem-se como um espectador externo.

Quando o professor diz um comando qualquer como, por exemplo, “pressione, no pé de trás, a borda externa do calcanhar no chão” em Parsvakonasana (foto), pensa-se que é conhecimento antigo, que ele está lá firme e já nos adiantamos para qualquer outra parte do corpo e seguimos. No entanto, ao sentirmos com a atenção pura, percebendo de forma honesta os estímulos que chegam das células em questão, vemos que não há contato algum…só a pretensão dessa ação. A mente não está, de fato, observando o corpo ao fazer a postura, mas idealizando uma postura que você não faz, como mais um exercício de abstração.

Como pretender equilibrar ou aquietar algo que não se consegue direcionar, que vagueia indiscriminadamente pela rede infinita de estímulos em que estamos envolvidos?

A mente situada no presente se acalma: não está sendo tragada pelo passado nem impulsionada adiante ansiosa pelo futuro incerto. A partir daí ela poderá iniciar o aprendizado da concentração.

Um recurso incrível nos foi dado quando os generosos sábios ancestrais nos ensinaram a utilizar a prática do Hatha Yoga (no nosso caso específico, do Iyengar Yoga) para observar nossa mente. Não o desperdice!

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