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Namarūpa e o Universo

junho 20th, 2013 | Posted by Ana C Toledo in Sem categoria

“Todas as escolas de filosofia indiana, ainda que divirjam em suas formulações concernentes à essência da verdade última ou da realidade fundamental, são unânimes em afirmar que o objeto último do pensamento e a meta final do conhecimento estão além do alcance de namarūpa.”

Filosofias da Índia – Heinrich Zimmer

A filosofia indiana afirma com insistência que as possíveis experiências que a mente pode ter da realidade ultrapassam, em muito, a esfera do pensamento lógico. Trabalhamos com as palavras – verbos, substantivos, adjetivos, conectivos, complementos – em nosso mundo interior. Os conceitos representados na mente pelo vocabulário representam objetos, abstratos ou não, percebidos no Universo.

Esse substrato com o qual lidamos em pensamento chama-se nāman (parecido com o nosso termo nome ou nomen em latim), resultado da interiorização de percepções do mundo externo cuja forma – rūpa – é percebida por nós.

Namarūpa: o universo conhecido e interiorizado

Assim, namarūpa representa a totalidade dos objetos observados pelos sentidos e pela mente e sua correspondente subjetividade.

Experiências intuitivas transcendentes não podem ser, desta forma, pela gramática representadas abrindo espaço para a ampla utilização das metáforas, símbolos e imagens que vemos na cultura hindu. Na Índia, a mitologia nunca deixou de apoiar e facilitar a expressão do pensamento filosófico.

Fonte: Filosofias da Índia – Heinrich Zimmer

 

 

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