Yoga. Espiritualidade. Corpo.
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Felicidade é prometer e cumprir

fevereiro 3rd, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (0 Comments)
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Tantas são as definições de felicidade, tamanhas são as diferenças entre elas…

Afinal, qual verbo devo utilizar quando me refiro a ela: ser ou estar? Estou feliz ou sou feliz?

Busco a felicidade ou, inerte, aguardo um eventual momento quando ela me tomará de supetão?

Pensar sobre a felicidade é afastá-la de si. Pena. Agora já é tarde…

Transcrevo um trecho onde Nietzsche fala sobre o amor. Porém, a grande questão são as promessas e os compromissos. Prometer e cumprir não seria a pura felicidade?

Pode-se prometer ações, mas não sentimentos, pois estes são involuntários. Quem promete a alguém amá-lo sempre ou odiá-lo sempre, ou ser-lhe sempre fiel, promete algo que não está em seu poder; mas o que se pode perfeitamente prometer são aquelas ações que, na verdade, são geralmente as consequências do amor, do ódio, da felicidade, mas que também podem emanar de outras razões, pois a uma ação conduzem diversos caminhos e motivos. A promessa de amar sempre alguém significa, portanto: enquanto eu te amar, manifestar-te-ei as ações do amor; se eu já não te amar, pois, não obstante, receberás para sempre de mim as mesmas ações, ainda que por outros motivos. De modo que a aparência de que o amor estaria inalterado e continuaria sendo o mesmo permanece na cabeça das outras pessoas. Promete-se, por conseguinte, a persistência do amor, quando, sem ilusão, se promete a alguém amor perpétuo.

Nietzsche, “Humano, Demasiado Humano

Fonte : joycebc.blogspot.com/2012/01/nietzsche-pensou-e-citou.html

Quero prometer aquilo que posso cumprir.

Tenho notado que aquilo que mais me causa inquietude é a quebra dos meus compromissos.

Muito daquilo que me proponho não é baseado em mim, mas no outro. Num outro de mim, um outro ideal, quem eu gostaria de ser, mas não sou.

Da mesma forma que não se pode prometer tocar axé com um violão, não se pode pretender tocar bossa-nova com um instrumento de percussão. No fim, a grande felicidade da vida talvez seja descobrir aquilo que você carrega: um violão ou um atabaque.

E o que seria isso senão svadhyaya?

 

A Tradição do Yoga de Georg Feuerstein

dezembro 15th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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A Tradição do Yoga

No último artigo, ressaltei a importância do estudo da filosofia do Yoga.

Se você não sabe por onde começar, indico o livro “A Tradição do Yoga” de Georg Feuerstein.

Gostei muito da organização do livro, das várias citações e das inúmeras referências.

É um excelente ponto de partida para você entender a filosofia por trás da sua prática….e  da prática dos outros!

A importância do estudo da filosofia do Yoga

dezembro 13th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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Artur Bispo do RosarioFoto: portalliteral.terra.com.br

No Yoga, vejo muitos praticantes, que se dizem intermediários ou avançados, não saberem o que estudam. Praticam até com bastante empenho sua modalidade, porém não a compreendem dentro de um contexto mais amplo, universal e milenar.

A questão que se apresenta, hoje em dia e de forma bastante frequente, é avaliar até que ponto a prática do Yoga no Ocidente se tornou simplesmente uma série de exercícios repetidos mecanicamente. Há críticas variadas sobre o comportamento deste imenso grupo de praticantes, em especial, sobre como não têm a mínima ideia das raízes e objetivos supremos da filosofia iogue.

Existe uma corrente evolucionista que prevê a transformação do Yoga ocidental para uma forma nova, que se moldará de maneira mais perfeita ao nosso olhar racional, cientificista e pragmático. Outros, mais pessimistas, acham que o consumismo irá acabar definitivamente com o Yoga e vamos nos tornar praticantes de modalidades variadas de algum Fitness Yoga qualquer.

Considero, contudo, que para onde quer que estejamos indo e para evitar a banalização da prática, o estudo das raízes do Yoga deve se tornar uma prioridade para aqueles que se auto-intitulam praticantes sérios, e obrigatório para todos os professores. Não acredito que possa haver uma evolução, ou mesmo uma permanência, verdadeira e valorosa no Ocidente sem que haja um mínimo embasamento teórico de parte significativa da comunidade.

Tópicos importantes, como os cinco que cito abaixo arbitrariamente, não são claros para a maioria da comunidade iogue.

  1. qual o objetivo supremo do Yoga afinal? Unir-se a um Ser Superior ou perceber que vivemos uma ilusão e já somos a própria perfeição?
  2. Vedanta e Yoga são filosofias compatíveis ou excludentes?
  3. os textos iogues são anteriores aos textos filosóficos gregos?
  4. como surgiu e qual a fundamentação do Hatha Yoga dentro da filosofia do Yoga?
  5. qual a correta ordem cronológica entre Vedas, Upanishads, Yoga Sutra de Patanjali, Mahabharata e Ramayana?

Se você sabe as respostas acima sem titubear, parabéns! Certamente, ou teve a benção de ter um mestre verdadeiro que o instruiu nos caminhos filosóficos e históricos ou teve o interesse intelectual de se aprofundar no assunto por conta própria através das mais variadas leituras.

No meu entendimento, da mesma forma que, na filosofia da arte, se discute se um louco é capaz de produzir arte, devemos questionar se, a partir de certo estágio, a prática do Yoga sem ser conscientemente fundamentada é Yoga.

Ilustro o nosso artigo com o “Manto da Apresentação” de Artur Bispo do Rosário e deixo com vocês a seguinte indagação: se o autor não tinha a consciência de que estava produzindo uma peça de arte, isto é, não tinha clareza sobre que bases construiu sua obra e qual o conceito desejava transmitir, o resultado final continua sendo arte?

 

Yoga Makaranda por Krishnamacharya

dezembro 8th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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krishnamacharya

Acabou de ser lançada a primeira tradução direta para o inglês do “Yoga Makaranda” de Krishnamacharya.

Krishnamacharya não escreveu muitos livros, mas sua importância é colossal já que é considerado o avô do yoga contemporâneo, pois seus discípulos Pathabi Jois, BKS Iyengar, Indra Devi e Desikachar são gurus da imensa maioria dos praticantes atuais.

Se você não lê fluentemente em inglês ou não sabe como adquirir o livro, indico a edição de 1934 do Yoga Makaranda disponível grátis na Internet em PDF.

 

A história das religiões

novembro 22nd, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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Tenho sentido, nos últimos tempos, a necessidade de ter uma visão histórica mais clara do mundo. O conhecimento dos fatos e processos históricos trazem uma nova luz sobre o que faço, digo e penso hoje.

Frequentemente, tomamos verdades culturais ou históricas por verdades individuais o que nos impede de questionarmos determinadas ações e situações. Outro aspecto importante é perceber como o mundo é dinâmico e como as ideias mudam com ele.

Pensando nisso, trago hoje para vocês o vídeo entitulado “A História das Religiões“. Vejam como é interessante e educativo entendermos a cronologia do desenvolvimento das religiões mais populares do mundo (Hinduísmo, Judaísmo, Budismo, Islamismo e Cristianismo). Em 90 segundos, você terá uma visão melhor de onde foram criadas, quando e como se expandiram.

O primeiro fato histórico é o nascimento de Krishna na Índia e, depois disso…bem, é melhor assistirem diretamente no vídeo.

Fonte: www.mapsofwar.com

Baixe grátis o livro Hatha Yoga Pradipika de Svatwarama

outubro 4th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Textos de Iyengar - (Comentários desativados)
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Hatha Yoga Pradipika com prefácio de BKS Iyengar

Hatha Yoga Pradipika com prefácio de BKS Iyengar

Além da grande vantagem de ter seu download gratuito, esta edição do tratado filosófico Hatha Yoga Pradipika de Swami Svatmarama tem um outro indiscutível motivo para ser a preferida dos praticantes de Iyengar Yoga.

Nela, você encontrará o próprio BKS Iyengar assinando o prefácio onde destaca a excelência da tradução para o inglês de Hans-Ulrich Rieker, em especial, quando ele procura demonstrar em sua abordagem a conexão entre a prática do Hatha Yoga e as transformações físicas, mentais e espirituais apresentadas pelo praticante dedicado.

Hatha Yoga Pradipika e Yoga Sutras de Patanjali

Lembro que o Hatha Yoga Pradipika é um texto de referência imprescindível para os praticantes de Hatha Yoga de qualquer modalidade.

No Iyengar Yoga, mesmo nossa primeira referência sendo os Yoga Sutras de Patanjali, a leitura desta obra acrescenta fundamento sólido, filosófico e profundo à prática.

Acesse o livro Hatha Yoga Pradipika e explore as demais referências do catálogo de títulos disponíveis.

Aliás, o site Holybooks.com é incrível como fonte de estudos não só nesta como em várias outras matérias.

O que é Yoga?

outubro 1st, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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O Yoga é…

…uma arte milenar, ciência e filosofia que enfatiza a execução das tarefas diárias com presença, integridade e compaixão. Do Sânscrito, a palavra “yoga” é traduzida como a união da mente, do corpo e do espírito.

Para muitos, isso inclui uma prática permanente de posturas iogues. Trabalhando através do corpo como instrumento, o Yoga ensina a observar e integrar o corpo, a respiração e a mente para que se penetre além das capas externas e físicas, alcançando as camadas internas do ser.

Fonte: www.yoga-cu.com

Para saber mais sobre yoga, consulte a página Iniciantes.

Navaratri: a Festa das Deusas

setembro 27th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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deusas navaratri

Durga, Lakshmi, Saraswati: as deusas do Navaratri

Em 2011, o Navaratri, Festa das Deusas Hindus ou das Devis na tradição indiana, começa amanhã, dia 28 de outubro, e termina no dia 05 de outubro. Seu significado é riquíssimo e, de forma bem geral, simboliza o percurso dos aspirantes espirituais.

Para uma explicação completa e para saber como aproveitar essa época tão auspiciosa, acesse o site Amma Brasil – significado do festival de Navaratri.

Dia 06 de outubro é Vijaya Dashami, festival da Vitória, que representa o despertar da verdade interior. Excelente dia para iniciar projetos importantes.

Entrevista com BKS Iyengar em 2008

setembro 13th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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Assista à entrevista de 2008 com BKS Iyengar, transcrita em inglês no site IBN.Live.

Os vídeos estão disponíveis, a partir de hoje, em nosso canal no YouTube – Aulas de Yoga.


Yogacharya B.K.S. Iyengar

setembro 8th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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Semana de feriado…um mimo para vocês…

 

iyengar_poster

Even though age is telling upon me, I am still experiencing new fellings. I do not hesitate to share the light of my new experiences with my pupils. I live in cells and live in my heart. I would like to practice yoga till my last breath, as a humble service to yoga. My only wish is to prostate before God, surrendering my last breath in a yogic posture.”

- Yogacharya B.K.S. Iyengar, Astadala Yogamala, Vol.I, Allied Publishers, 2000

Embora a idade esteja me afetando, eu ainda estou experimentando novos sentimentos. Eu não hesito em dividir a luz de minhas novas experiências com meus alunos. Eu vivo em minhas células e vivo em meu coração. Eu gostaria de praticar yoga até meu último suspiro, como um humilde serviço ao yoga. Meu único desejo é me prostar diante de Deus, entregando meu último suspiro em uma postura de yoga.

- Yogacharya B.K.S. Iyengar, Astadala Yogamala, Vol.I, Allied Publishers, 2000

A mente que vaga é uma mente infeliz

setembro 6th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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Uma mente que vaga é uma mente infeliz

Segundo estudo da Universidade de Harvard publicado no periódico Science em novembro de 2010, a mente humana paga um alto custo pela sua capacidade de abstração. De acordo com os pesquisadores, passamos 47,5% do tempo de vigília pensando em coisas que não estão acontecendo.

“A mente humana é uma mente vagante e uma mente vagante não é feliz,” dizem os psicólogos de Harvard, “a habilidade de pensar em algo que não está acontecendo é uma conquista cognitiva que vem a um custo emocional.”

Diferente de outros animais, a mente humana utiliza grande parte do tempo pensando no passado, no futuro e até naquilo que nunca aconteceu e nem acontecerá. Parece que o modo de operação default da mente é o vagar.

A pesquisa tomou como base de dados as aferições de uma aplicação disponível para os aparelhos iPhone – Track Your Happiness. Os usuários americanos preencheram questões sobre o que estavam fazendo, em que estavam pensando e como se sentiam. O resultado demonstrou que o estado de felicidade se correlaciona menos com a atividade que está sendo executada, e mais com a atividade mental.

Os pesquisadores afirmam ainda que a mente vagante geralmente não é consequência, mas a causa da infelicidade.

De acordo com os psicólogos, as tradições filosóficas e religiosas que ensinam que a felicidade pode ser encontrada mantendo-se a mente focada no momento presente podem estar certas.

Fonte: www.sciencemag.org/content/330/6006/932.abstract

O significado do OM

agosto 23rd, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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OMSe você já frequentou uma aula de Yoga, certamente já o ouviu. De tatuagens a T-shirts, sua representação gráfica, que você vê acima,  é extremamente popular. Mas, afinal, você sabe qual o significado do OM?

A sílaba OM, como definido no sutra I.27 dos Yoga Sutras de Patanjali, é chamada de pranavah e designa Deus (Isvara). Segundo Patanjali, o OM é o próprio Deus e não uma denominação de Deus.

A revelação desta sílaba mística atemporal se deu por graça divina para nossa contemplação. Sua repetição vem sendo feita há milhares de anos por sábios e iogues na busca do caminho espiritual.

O OM constitui um canal direto entre nossa mente e o divino. Na medida que nossa mente não é capaz de absorver conceitos mais sutis do que ela própria, a repetição do mantra OM proporciona a interiorização de Deus. Sendo o som do OM algo reconhecível pela mente e, ao mesmo tempo, permeado por Deus, a mente o contempla e, assim, traz Deus para dentro de si.

Esta sílaba é composta, na verdade, de três sons e, por isso, muitas vezes é escrita na forma AUM.

Há inúmeros significados para os três componentes. Particularmente, gosto muito de enxergar a sílaba representando aquele que conhece, o objeto conhecido e o ato do conhecimento. Essa trindade compõe nossa experiência neste mundo e representa nossas relações tanto com a natureza quanto com o sutil.

Yoga é somente mais um tipo de exercício físico?

junho 7th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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Yoga Body

Yoga Body: the origins of modern posture practice

 

Li, há algum tempo atrás, o livro “Yoga Body: the origins of modern posture practice” de Mark Singleton por causa da reação causada por ele dentro da comunidade iogue: alguns elogiando o trabalho, outros fazendo duras críticas a seus resultados.

O principal ponto defendido pelo autor é de que os indianos instilaram sua filosofia numa mistura de diferentes sistemas de ginástica criados na Europa a partir do fim do século XIX e início do século XX. Esses programas de exercícios teriam chegado à Índia através dos ingleses e se tornaram a base daquilo que praticamos hoje em dia e que ele denomina de Yoga Moderno.

Singleton defende que os mestres iogues, inclusive Krishnamacarya, teriam copiado, com ajustes e adaptações, as séries europeias e as transformado na prática de asanas. Nosso conhecido Surya Namaskar, por exemplo, seria uma invenção de suecos e não de indianos.

Outro ponto bastante importante na teoria de Singleton diz que o Yoga não saiu imaculado da Índia e foi se alterando e adquirindo seus aspectos mais físicos depois que atingiu o Ocidente. Essa ideia e suas modificações ocorreram dentro da comunidade indiana e, depois, alcançaram o resto do mundo.

Observações sobre o livro Yoga Body

Reconheço, antes de tudo, o empenho do autor nas pesquisas e a importância da significativa massa de dados históricos que ele disponibilizou. Porém, preciso levantar algumas questões.

Em relação à sua metodologia de trabalho, é muito importante destacar a dificuldade de ser fazer pesquisa na Índia com o olhar ocidental. A tradição hindu é primordialmente oral. Buscar provas escritas de todo o conhecimento indiano é uma tarefa impossível. O conhecimento passa de mestre para discípulo, seguindo linhagens milenares.

Até mesmo os textos escritos pressupõem uma certa familiaridade com a matéria. A primeira palavra dos Yoga Sutras de Patanjali, atha (agora), por exemplo, subentende que o que virá adiante é um assunto que se distingue dos demais sistemas filosóficos. Assim, Patanjali considera que seu leitor tenha algum conhecimento prévio de conceitos que ele, inúmeras vezes, assume como dados.

Além disso, como o professor Manouso Manos nos lembrou em seu último workshop, Vyasa, o grande e primeiro comentarista dos Yoga Sutras de Patanjali, menciona uma lista de asanas quando analisa os três sutras de Patanjali sobre esse assunto e a finaliza com uma palavra correspondente ao nosso “etc.”. É como se ele dissesse: “os asanas são esses e mais todos os outros que vocês já bem sabem e eu nem preciso listar aqui em detalhes.”

Assim sendo, não se pode deduzir que Patanjali era absolutamente contra a prática física ou que não havia prática física na Índia por ele ter escrito somente três sutras sobre o assunto. Ora, pode-se interpretar que esse assunto era de tal forma difundido entre eles que não havia necessidade sequer de mencioná-lo.

Afinal, a prática física leva à Iluminação?

A grande questão que se pretende responder no livro é: “Através das práticas físicas posso chegar à Iluminação?”

Singleton afirma que sim. Para o autor, o ramo físico do Yoga foi criado na própria Índia e não é um impedimento ao caminho espiritual, e acrescenta que o yoga moderno carece de uma orientação espiritual mais profunda, mas não constitui um caminho divergente.

Por fim, uma curiosidade, especialmente para os praticantes de Iyenga Yoga : BKS Iyengar emprestou sua biblioteca para que Singleton fizesse parte de sua pesquisa, porém se recusou a participar com seu depoimento.

Minha opinião final é de que vale a pena fazer uma leitura crítica do livro (em inglês somente), tanto pela ordem cronológica dos fatos e pelas informações históricas que ele organiza e lista em profusão, quanto para se manter atualizado sobre os temas em debate hoje no cenário mundial do Yoga.

 

Vídeo sobre a vida de BKS Iyengar

maio 10th, 2011 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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Descubra, pelas próprias palavras de BKS Iyengar, como ele iniciou a prática do Yoga e, mais tarde, o levou para o Ocidente.

Destaco a parte na qual ele se refere aos professores e ao ensino do Yoga.

Guruji afirma que aquele cuja prática visa a integração entre as diversas e distintas parte do corpo e mente e persegue a união plena de todos esses fragmentos tão diversos, passa a estar apto a ensinar também à grande diversidade de pessoas que se apresenta como alunos.

Assim, mais uma vez, BKS Iyengar reforça a ideia de que a prática pessoal constante e atenta é condição inegociável e básica para todos os professores…pelo menos para aqueles que seguem seu método, o Iyengar Yoga, é claro.

Cá entre nós, confesso que gosto muito de ver e ouvir Guruji falar…ele me transmite um contentamento genuíno por trás de seu semblante e sua voz enérgicos, alertas e vibrantes. Fico sempre admirada pela limpidez de seu olhar…