Yoga. Espiritualidade. Corpo.
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Como o Yoga pode destruir seu corpo

fevereiro 28th, 2012 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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Não se assustem! O título acima não é de minha autoria.

Ele pertence ao artigo do jornal americano The New York Times, “How Yoga can wreck your body“, publicado em 05 de janeiro de 2012 e causador de grande polêmica na comunidade iogue mundial.

Segundo o artigo, os gurus que divulgaram com tanto entusiasmo as habilidades do Yoga em acalmar, fortalecer, equilibrar e até em curar falharam em não fazer menção aos potenciais efeitos prejudiciais da execução de asanas (posturas físicas). No artigo são mostrados dois ou três casos de alunos que se lesionaram durante as aulas e alguns dados tendenciosos. Dizer que as lesões ocorridas nas aulas de Yoga nos últimos anos aumentaram não é nada espantoso dado o enorme aumento de praticantes.

Inclusive, sobre o próprio BKS Iyengar, o jornalista cita, como exemplo, seu livro “Light on Yoga” onde ele ensina Sarvangasana (invertida sobre os ombros). No livro, Iyengar incentivaria a todos a praticar a postura flexionando o pescoço em um ângulo de 90 graus em relação ao tronco, fato que causaria lesões importantes na coluna cervical.

Afinal, o Yoga pode ser perigoso para seu corpo? Sim. Desde que mal ensinado e mal assimilado (e eu me pergunto: será que alguém não sabia disso ainda?)

Há professores que não estão preparados, que fazem formações em alguns fins de semana, que não aprofundam seus estudos e, inclusive, nem praticam. Ainda mais quando o mercado potencial é promissor e estúdios e academias, grandes e pequenos, contratam qualquer um para dar aulas de Yoga…até professores de Educação Física sem qualquer tipo de formação reconhecida no assunto.

Da mesma forma, há alunos que não ouvem o que é ensinado, que entram em competição com os demais da turma, que não respeitam seus limites na busca pela execução perfeita do asana e se comportam na aula como se estivessem fazendo uma aula de alongamento.

Sobre a questão de Iyengar não mencionar os perigos de Sarvangasana em seu livro, lembro que, como toda a tradição indiana, ao contrário do costume ocidental, a maior parte da transmissão do conhecimento é baseada na oralidade. Há décadas Sarvangasana é ensinada com suporte pelos professores certificados. De qualquer forma, Iyengar, no livro, indica a ação de levar o peito na direção do queixo e não o contrário…isso por si só alivia bastante a sobrecarga no pescoço pois obriga a ativação de braços, peitorais e costais no erguimento do tronco.

O processo cognitivo, segundo a própria filosofia indiana, se baseia em um tripé: o conhecimento, o conhecedor e o conhecer em si.

Julgar o valor de um conhecimento pelo conhecedor ou pelo ato de conhecer, embora seja uma atitude compreensível e natural, não é válida, para mim, como avaliação definitiva.

Lamento a significativa quantidade de pessoas que certamente se sentirá impelida a não procurar ou interromper as aula de Yoga por causa desse artigo.

E, para esses, deixo uma sugestão: pergunte a seu professor qual sua formação, qual o seu mestre e pesquise na Internet. Quando achar um professor estudioso que siga um mestre de excelente reputação, faça então a sua parte: respeite seus limites. A prática do Yoga é individual e exige sua total presença. Quanto mais evoluir, maior a sua presença será necessária.

Para outros artigos sobre o assunto, sugiro que acessem os links na nossa página Aulas de Yoga no Facebook.

A importância (ou não!) do seu tapete de yoga

outubro 26th, 2010 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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manduka mat

manduka mat

Durante a semana, li dois artigos sobre o uso dos tapetes de yoga.

O primeiro foi no New York Times – Yoga onde se discute a importância e a necessidade real do tapete na nossa prática diária. O outro dizia que o tapete virou um símbolo de status dentro do segmento “yupppie” americano que pratica yoga hoje em dia e criticava os preços astronômicos que algumas marcas podem alcançar.

A princípio, considerando que nunca pratiquei sobre um Manduka Mat, tendo a concordar que o valor de US$100.00 por um tapete de yoga (ou até US$ 2100.00 para o Louis Vuitton!) não é lá muito razoável. Mas eu não seria tão radical a ponto de abolir o tapete da minha prática.

Motivos para usar o tapete de yoga

Vejo o tapete, especialmente quando somos iniciantes, como um acessório importante. Além de facilitar o alinhamento, ele oferece maior aderência, conforto, segurança e higiene (se você tiver o seu, é claro!).  Na medida que avançamos na prática e controlamos com maior clareza as ações dos asanas, tornando-os então mais estáveis e equilibrados, podemos prescindir do tapete…

Nos lugares aonde tenho ido praticar, não senti essa competição entre marcas “fashion” de tapetes. Nem aqui, nem lá fora. É possível, no entanto, que algumas linhas de Yoga abram mais espaço para essa comparação naturalmente por promoverem a transpiração excessiva de seus praticantes, fato que talvez torne a qualidade do tapete item fundamental e digno de vultoso investimento.

Porém, às vezes, é simplesmente difícil resistir ao impulso consumista…

Vou contar uma historinha sobre um dos meus primeiros tapetes. Há anos atrás, fiz uma aula no Jivamukti em Nova York. Lá chegando, vi um tapete lindo! Sua cor era um tom coral maravilhoso, continha fibras naturais em sua trama, e era bem espesso e fofinho. Não resisti e acabei comprando o maior de todos.

Depois que aqui cheguei, comecei a praticar com ele e notei que escorregava um pouco. Mas eu insisti. Afinal, como eu poderia dispensar um tapete que havia comprado em Nova York?!

Sendo o meu tapete habitual de prática, o levei para um workshop de Iyengar Yoga com a professora Gabriela Giubilaro. E sobre ele a professora Gabriela começou uma explicação de Adho Mukha Svanasana. Assim que ela iniciou a postura, exclamou: “Que tapete horrível! Você deveria jogá-lo no lixo! Como escorrega!” e foi fazer a postura no tapete simples e comum do vizinho.

Moral da história: bem, como o objetivo deste blog não é dar lição de moral para ninguém, que cada um tire ou não a sua…

Aulas de Yoga para Iniciantes

junho 17th, 2010 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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perguntas

Yoga para iniciantes: dúvidas

Agora, em nosso blog, existe uma seção especial – Aula de Yoga para Iniciantes – dedicada ao praticante novato e a todo aquele que tem alguma curiosidade sobre a prática do Yoga (ou da ioga) de forma geral e, também, sobre Iyengar Yoga.

Se você tem outras dúvidas, por favor, encaminhe sua pergunta através da página CONTATO.

Boa prática!

Dicas para sua aula de yoga

maio 4th, 2010 | Posted by Ana Toledo in Sem categoria - (Comentários desativados)
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dicas

Para se ter uma experiência agradável e frutífera nas suas aulas, há algumas dicas e recomendações importantes, principalmente para os alunos iniciantes de Yoga. Anote:

  1. Não coma imediatamente antes da aula.
  2. Seja pontual. Se possível, chegue adiantado e aguarde o professor em silêncio.
  3. Desligue seu celular. Embora pareça uma recomendação óbvia, é incrível o número de pessoas que esquece de desligar o seu.
  4. Não pise de sapato no seu tapete. É muito comum, inclusive, os sapatos nem serem permitidos dentro da sala de prática.
  5. Vista uma roupa confortável que permita a seu professor observar seu corpo. Nada muito solto.
  6. Não beba água durante a aula.
  7. Seja paciente. Não tenha medo das posturas, mas não force seu corpo além de seu limite. Respeite seu ritmo e aproveite o trabalho físico do Yoga.
  8. Pratique todas as posturas com igual afinco. Não privilegie determinados grupos de posturas por serem mais fáceis ou agradáveis para você.
  9. Há seis aspectos considerados fundamentais para alcançar o sucesso na prática conforme os textos iogues: entusiasmo, perseverança, coragem, interesse em buscar a verdade, confiança nas palavras do seu professor e a companhia de pessoas positivas, que incentivam sua prática.

Boa prática!